Por que as motos serão elétricas?

Por que as motos serão elétricas?

Embora o processo esteja mais adiantado nos carros, ao que tudo indica, a mudança também acontecerá nas motos num futuro não tão distante.

Por que eletrificar?

Provavelmente, a primeira resposta que vem à mente é ambiental. Sem dúvida, a atenção ao planeta está entre os principais motivos. Porém, além das emissões zero, os motores elétricos são mais eficientes no aproveitamento de energia comparados aos motores a combustão interna. Há claro benefício econômico.

Note, usei o termo energia, não combustível. É importante entender o conceito de energia como recurso para os motores produzirem movimento. Assim, conseguimos parametrizar comparações entre motores elétricos e a combustão interna. De imediato, algo chama a atenção: a ineficiência dos motores a combustão interna. Surpreendentemente, motores a combustão interna são melhores geradores de calor do que movimento.

É o seguinte, motores a combustão interna produzem movimento por termodinâmica (calor gera movimento). Consequentemente, boa parte da energia perde-se na refrigeração. Para clarear, tomemos um exemplo: nas condições ideais de laboratório, um motor a combustão interna conseguiu aproveitar 40% da energia contida no combustível para gerar movimento. Na realidade prática, este valor despencou, drasticamente. Já um motor elétrico, nas condições ideais, atingiu 85% de eficiência. E descontadas perdas com baterias, inversores e carregadores (explicaremos o que são nos próximos artigos), a energia convertida em movimento atingiu 70% de eficiência. Por sinal, a vantagem do motor elétrico neste caso mostra-se até conservadora.

Importante: há enorme variedade de motores elétricos e a combustão interna. O que altera a eficiência de cada um. Somado a isso, a mensuração do aproveitamento energético pode estender-se além do reservatório do veículo (tanque ou bateria) e chegar à produção da fonte energética. Digamos, eólica versus produção de petróleo. Nestes casos, a vantagem na eficiência cresce ainda mais para os motores elétricos. Estudos apontam eficiência dos motores a combustão interna variando de 5 a 30% e dos motores elétricos 93% a 96%.

Simples, potentes e livres de manutenção

Mecanicamente, os motores elétricos são simples. Essencialmente, as versões utilizadas nas motos mais sofisticadas têm duas partes principais: o rotor (a única peça móvel) e o estator (fixo). E o movimento produzido pelo motor já é rotacional. Nos motores a combustão interna o “sobe e desce” do conjunto pistão e biela precisa ser convertido em rotação pelo virabrequim. Isso exige uma imensidão de peças móveis e contrapesos. Consequentemente, há vibrações, maiores riscos de quebras, e exigência de manutenções regulares.

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Fonte: GLOBO ESPORTE

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